Como iniciar uma conversa
- Escolha um momento em que a pessoa esteja mais estável e o ambiente seja seguro.
- Fale de fatos concretos e do impacto observado, evitando rótulos e humilhação.
- Use frases em primeira pessoa: “eu estou preocupado” ou “eu percebi”.
- Escute e proponha uma avaliação profissional como próximo passo possível.
O que tende a piorar o diálogo
Discutir durante intoxicação, ameaçar sem conseguir manter o limite, encobrir consequências, usar vergonha como estratégia ou prometer que um único tratamento resolverá tudo.
Limites também são cuidado
Defina o que você pode e não pode fazer. Limites devem ser claros, possíveis e voltados à segurança — não uma forma de punição. A família também pode buscar acompanhamento psicológico e grupos de apoio.
Informações úteis para uma avaliação
Anote, sem vigiar de forma invasiva, episódios relevantes: substâncias conhecidas, mudanças de comportamento, acidentes, ameaças, atendimentos anteriores, medicamentos em uso e condições de saúde. Compartilhe dados sensíveis apenas com canais e profissionais apropriados.
Quando é emergência
Perda de consciência, dificuldade para respirar, convulsão, suspeita de overdose, tentativa de suicídio ou violência com risco imediato exigem atendimento emergencial. Ligue 192; em risco de violência, 190.
Você também merece apoio. Exaustão, culpa e medo são comuns. Cuidar da própria saúde ajuda a família a tomar decisões mais consistentes.
